A resenha de ELENA no The New York Times
2 de junho de 2014

No dia 29 de maio, um dia antes da estreia de ELENA em Nova York, o crítico de cinema Stephen Holden publicou sua resenha sobre o filme de Petra Costa no jornal The New York Times.

Classificando o documentário como “denso”, Holden diz que, com o filme, Petra faz uma tentativa de exorcizar uma dor sem limites – a perda da irmã de quem era tão próxima quando criança –, além de poupar-se do fim trágico de Elena.

Para explicar a tão intensa identificação de Petra com Elena, o crítico traz à lembrança o filme Persona (1966), de Ingmar Bergman, com a atriz Liv Ullmann no papel de uma atriz que, depois de um surto, decide permanecer em silêncio, isolada. É quando ela estabelece uma relação com a sua enfermeira, interpretada por Bibi Andersson, que tenta persuadi-la de seu desespero.

Segundo o crítico, ELENA também se refere indiretamente a Hiroshima Mon Amour (1959), do diretor francês Alain Resnais, por trazer reflexões sobre traumas e o tempo.

Holden destaca a atuação de Petra Costa que, segundo ele, dá às narrações um “tom de tristeza sonhadora”. Sobre Li an, mãe de Elena e Petra Costa, o crítico classifica sua participação no filme como “elegante e sepulcral”.

O crítico encerra sua análise dizendo que ELENA é um sonho cinematográfico cuja imagem central é a água, simbolizando não só a “lavagem do luto”, mas também o “fluxo da vida”.

 



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