Semana do Audiovisual em Natal 2013 exibe o premiado “Elena” de Petra Costa

por: art’s wonderful, do blog 5xmais – 11/7/2013

Ontem pude ir conferir a abertura da 2º edição da SEDA Semana do Audiovisual em Natal 2013 um Festival de Cinema Integrado que acontece em diversas cidades do País, em terras potiguares esse ciclo está acontecendo no maravilhoso  no solar bela vista, um cenário perfeito para assistir a um filme tão intimista como Elena.

Fazia um tempinho que ouvia o burburinho desse filme em circuito nacional, vi o teaser e a primeira impressão que tive foi, tenho que assisti-lo e descobrir quem foi Elena. Após 2 meses de exibição nos cinemas, O longa alcançou, na última segunda-feira (8/7), a marca de 48 mil espectadores e é o documentário mais visto no Brasil, principalmente com sua adesão em festivais como a SEDA que ajuda a elevar esses números em cidades que talvez o filme ficasse de fora por conta do circuito comercial.

Ganhando força na internet, com 600 mil visualizações pelo youtube do vídeo “Quem é Elena?” e sua página no facebook com mais de 120 mil seguidores ajudam instigar nossa curiosidade e foi por isso que a sua exibição na SEDA reuniu muitas pessoas ontem, não sei se exatamente pela mesma pergunta que fiz ao ver o teaser,  mas  todos  estavam  motivados, principalmente  pela descoberta.

E assim minha pergunta foi dando espaço a outros questionamentos durante os 82 minutos de exibição de Elena (Petra Costa, Brasil, 2012). Não é só sobre Elena, através de Petra sua irmã, o longa vai dando espaço  a uma poesia perdida e encontrada, há um desejo latente impulsivo da busca de Elena por suas convicções a de ser artista, sua dedicação e euforia que veio a desilusões num tempo em que ser artista no Brasil era uma utopia mas e hoje o que mudou? O que te motiva? O que te faz não desistir? São essas perguntas que vamos fazendo e assim descobrindo que Elena tem um pouquinho de muitos de nós e nos aproxima de uma história trágica de sonhos e desilusões que é a vida.

Angustiante e intrigante eleva nossas emoções psicológicas, nos faz avaliar o que te faz bem e ruim nas nuâncias da vida, entendo Elena como a libertação, por revelar sentimentos tão íntimos guardados de mãe e filha, se torna um grito guardado que foi ecoado e transformado em poesia, em sentimento, tem muitas cenas belíssimas, mas nenhuma melhor definiria o que descrevo como a da submersão e emersão na água, é uma volta, um recomeço, desabafo.

Vale a pena assisti-lo e tirar sua próprias conclusões, pois cada pessoa vai senti-lo de um jeito, se identificar de alguma maneira, poucas vezes saiu de uma exibição de um longa tão dignificada com um conjunto de uma obra tão complexa e genial por levar essa proliferação de sentimentos de forma tão profunda, em que singurlamente defino como amor e coragem.

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