“Não tem como não se apaixonar por Elena

O blog Máfia das Divas entrevistou, em vídeo, a diretora Petra Costa escreveu sobre o filme. Confira abaixo.

Escutei falar do filme há alguns meses, vi o teaser e logo me despertou uma forte curiosidade em descobrir um pouco mais. Pesquisei, abracei e decidi que esse seria meu próximo post de cinema para o Máfia, afinal, não tem como não se apaixonar por Elena.

Eu, Rodrigo Maya e Isabelle Ribeiro fomos na última pré-estreia do filme, ontem, para decifrarmos esse mistério para o Máfia. Aproveitamos para fazer uma entrevista com a simpática diretora Petra Costa, que nos conta um pouco sobre Elena e toda a trajetória do filme que estreia hoje, 10 de maio, nas principais capitais do Brasil.

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[ Rodrigo Maya e Petra Costa, durante a entrevista ]

A história:

Elena vai para Nova York com um sonho, o de ser atriz de cinema. Lá, com uma realidade diferente da que sonhava, Elena é tomada pela depressão e angústia, que logo a leva a um fim trágico.

Duas décadas mais tarde, Petra, irmã mais nova de Elena, também se torna atriz e embarca para Nova York, onde resolve traçar os mesmos caminhos da irmã. Busca suas cartas, seus desenhos, suas fotos, seus arquivos pessoais.

Nessa busca frenética, seus caminhos se cruzam e se confundem, Petra se vê em Elena e agora precisa se desvencilhar e se encontrar.

E é essa a base do documentário “Elena”, primeiro longa da diretora e também protagonista Petra Costa. A perda é um assunto delicado, é como a própria diretora diz: “uma dor inconsolável”, então é muito mais fácil aprender a dançar com ela do que fingir que ela não existe.

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Com diálogos em primeira pessoa e cenas intimistas muito bem montadas, que se misturam a gravações antigas, cartas e diários, o documentário aborda temas delicados como depressão, crise de identidade, transição e toda a jornada psicológica da autora em enfrentar seus medos para enfim se libertar, tudo com um tom bem delicado e feminino, transformando uma etapa trágica de sua vida em arte.

Petra luta contra o esquecimento e a morte, transformando suas lembranças pessoais em experiência compartilhada para que não se percam no tempo. “Elena” é uma viagem interna, é uma história pessoal que transcende.

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[ Rodrigo Maya, Petra Costa e eu, na pré-estreia do filme ]

Fotos: Isabelle Ribeiro | Divulgação

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