Foi um prazer te conhecer, Elena

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Por Ana Paula Cruz, Vestiário – Um blog de cultura pop – 16/5/2013

Hoje saiu na sessão de crítica de cinema do coletivo uma matéria sobre Elena escrita por Ana Paula Cruz. A autora pode assistir ao filme nos cinemas e contou sua experiência: “Páginas e mais páginas de texto não transmitiriam as emoções que eu vivi no cinema, isso pode ser totalmente emocional, mas foi como ver poesia e se emocionar com ela.” Leia o artigo completo abaixo:

Mais uma vez me culpo por deixar para ver um filme de última hora. Sou do tipo de pessoa que gosta de digerir a informação bem lentamente, saio do cinema e remonto diversas vezes o filme na minha cabeça, recorto cada detalhe, agrupo as informações e depois tento colocar tudo no papel. Mas a pressa e vontade de falar sobre este filme me impedem de cumprir este ritual.

Mas, de qualquer maneira, “Elena”, o documentário de Petra Costa, me cativou já no primeiro anúncio do YouTube – Quem é Elena?

O material é delicado como lembranças. Talvez por esse motivo tenham escolhido tal tratamento de imagens, que te transporta para dentro da história – simulando um sonho ou pensamentos. E trata sobre a morte, a morte de uma estrela, aqui levaria estrela num sentido ambíguo. Não apenas na visão de um talento, de uma atriz que sonhava fazer cinema em Hollywood. Mas sim alguém com luz própria, a figura da irmã mais velha que é vista como musa inspiradora pela jovem Petra, a filha talentosa e sensível, a profissional exigente e que desaparece deixando apenas dor.

Elena” é um mergulho no passado da diretora numa tentativa de se descobrir através dos rastros de histórias deixadas por sua irmã, morta há vinte anos. Através de entrevistas, gravações e diários ela reconstrói parte da história de sua família e a ambienta em parte a história do país. Elena morreu em 1990, vitima de suas angústias e desilusões, no ano em que o governo Collor fechou a Embrafilme, interrompendo a produção (e evolução) do cinema nacional, neste período (1990-1992) atuar era possível somente no teatro ou na tevê.

E depois de rodeios e mais rodeios, o que achei do filme? Páginas e mais páginas de texto não transmitiriam as emoções que eu vivi no cinema, isso pode ser totalmente emocional, mas foi como ver poesia e se emocionar com ela. Por isso, vai lá. Vai conhecer a Elena você também!

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