FESTIVAL DE BRASÍLIA – Cine Holliúdy, um sucesso

por:   – Diário do Nordeste – 24/9/2012

Apresentação do documentário ELENA (foto: Pedro Azevedo)

Confesso ter ficado paralisado ao sair da sessão de Elena, como um filme pode  tocar tanto um espectador alheio à experiência vivida por seus protagonistas? Por sua universalidade temática e pela profunda capacidade que tem em imergir o espectador em seu universo, penso eu. Dirigido por Petra Costa, Elena carrega no título o nome da irmã mais velha da cineasta e o peso de falar de sua vida e morte. Estruturado como um grande diálogo entre Petra, sua mãe e Elena, o documentário resgata vários vídeos caseiros e fotos da família, assim como imagens exclusivamente realizadas para estarem no filme.

Mais ou menos ordenado cronologicamente, Elena faz um recorte poético do que foi a vida de sua protagonista. De sua infância marcada pela dança e atuação à sua adolescência, quando se interessou pelo teatro, cinema e mais a fundo no canto e na dança. A arte era o movimento de vida de Elena, sem ela (como é citado em sua carta de suicídio) só existia morte e sofrimento. A fim de estudar a arte que tanto amava, Elena morou em Nova Iorque em dois momentos distintos de sua vida, sozinha no primeiro momento e acompanhada de sua mãe e irmã no segundo momento. A tentativa de racionalizar a experiência que foi assistir Elena não soa agradável e tampouco justa, me contento em dizer que foi uma explosão poética de imagens lindamente realizadas/resgatadas juntas de uma trilha original (assinada por Vitor Araújo) especialmente compostas e uma narração que poderia ser transposta à um livro de poesias épicas, por tratar tão bem da morte.. E principalmente da escolha pela vida.

De sua infância marcada pela dança e atuação à sua adolescência, quando se interessou pelo teatro, cinema e mais a fundo no canto e na dança. A arte era o movimento de vida de Elena, sem ela (como é citado em sua carta de suicídio) só existia morte e sofrimento. A fim de estudar a arte que tanto amava, Elena morou em Nova Iorque em dois momentos distintos de sua vida, sozinha no primeiro momento e acompanhada de sua mãe e irmã no segundo momento. A tentativa de racionalizar a experiência que foi assistir Elena não soa agradável e tampouco justa, me contento em dizer que foi uma explosão poética de imagens lindamente realizadas/resgatadas juntas de uma trilha original (assinada por Vitor Araújo) especialmente compostas e uma narração que poderia ser transposta à um livro de poesias épicas, por tratar tão bem da morte.. E principalmente da escolha pela vida.

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