ELENA mergulha profundamente em uma história pessoal para explorar o suicídio

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Por Hollie O’Connor Via The University Star

14.03.2013

O filme mais bonito e perturbador que assisti em todo festival é, sem dúvida, o que uma mulher fez sobre a irmã que cometeu suicídio.

A diretora Petra Costa conduz a narrativa do filme ELENA a partir de vídeos caseiros e imagens oníricas intercalados com entrevistas com sua mãe, e nos apresenta Elena desde a infância até sua morte. A diretora conta a história em segunda pessoa, falando da morte da irmã [13 anos mais velha] enquanto descreve momentos que viveram juntas. O auge acontece quando Petra conta como Elena acreditava que nunca realizaria seus sonhos de trabalhar com teatro e acaba tendo uma overdose de comprimidos.

Petra pensava em fazer o filme desde que tinha 18 anos mas foi um sonho mais recente com sua irmã que a estimulou a ir adiante e começar a filmar.

“É revigorante compartilhar essa história. É claro que é difícil lidar com o material, lidar com a morte e sentir saudade da minha irmã tantas e tantas vezes, mas algumas vezes eu percebia que era simplesmente uma história que eu queria contar”.

Petra está produzindo um trabalho interativo, que vai acontecer paralelamente às exibições do filme e convidar os espectadores a compartilhar suas “memórias inconsoláveis”.

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